sexta-feira, 27 de junho de 2008
PRECINTADA POR HOMOFÓBICA
terça-feira, 6 de maio de 2008
terça-feira, 29 de abril de 2008
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Às lerchas nom nos chamam lerchas porque sim.

As Lerchas de Ourense levamos messes dando voltas a ideia de organizar um
encontro de Lerchas na nossa cidade, com a finalidade de fomentar o
conhecimento mútuo, compartilhar experiências e jeitos de focar umha mesma
luita, plantejar e solventar necessidades e problemas comuns ...
Nos últimos messes, multitude de experiências feministas se vem dando ao
largo e ancho do país: por uma parte, a resposta ante as agressões dos
sectores mais reaccionários do Estado pola proibiçom do oborto, e também
ante a proibiçom de manifestar-nos no passado 8 de Março, por coincidir com
a hipócrita "jornada de reflexom". Por outra, um florescente panorama de
novos colectivos locais ou comarcais, com novas focagens e novos jeitos, e
um enorme potencial de auto-organizaçom. Neste sentido, os centros sociais
tem sido um fervedoiro, por ter facilitado que muitas de nós nos
encontrassemos neles, e incluso que muitas das nossas assembleias levem o
carimbo do CS onde nascerom. Por isso este convite também leva o endereço dos
CS, para animar-vos a aquelas que, organizadas numha assembleia de mulheres ou
nom, tenhades estas inquedanças a participar nestes encontros.
O programa é o seguinte:
1º ENCONTRO DE LERCHAS
Sabado 26
Ourense
11h30----Encontro-debate: Mecanismos de controlo afectivo-sexuais*
Com Beka, Zelia e Laura
18h----Encontro de Lerchas:
Intervençom feminista nos movimentos sociais.*
Apresentaçom e debate sobre as formas de intervençom política de diferentes
colectivos feministas do País.
*Estas actividades serám no Pavilhom das associações estudantis. Campus
Universitário.
22h30---Festa de varietés feministas.
Pub "Cripta". R/ Benito Vicetto, 6
+info: lerchas.blogspot.com
contacto: lerchas@gmail.com
quarta-feira, 12 de março de 2008
ABORTO LIVRE
No 8, no 9 de Março e todos os dias...Viva a luita das mulheres!
O passado 9 de Março as Lerchas saimos polas ruas de Ourense cumha dupla intençom.
Por umha parte denunciar o despreço que este ano tem amosado o governo espanhol com o movimento feminista, primeiro colocando as eleições no 9 de Março e depois proibindo as mobilizações previstas para o 8, baixo a ameaça da sua legalidade que, entre outros, nom respeita os nossos direitos de manifestaçom, pretendendo que fiquemos caladas e na casa num dia do simbolismo e da importáncia do 8-M.
Esta é a sua democracia: a da hipocrisia das listas paritárias e da igualdade formal que nunca se efectiviza, ao tempo que se perseguem às mulheres por abortar e se nós pretende silenciar em nome da mesma democracia.
Com esse mesmo despreço som tratados os nossos direitos sexuais e reprodutivos. Durante a pre-campanha a problemática do aborto foi utilizada com fins partidistas, sem importar a voz das realmente interessadas. A direita mais ráncia e reaccionária iniciou umha caça de bruxas que rematava com mulheres nos julgados declarando sobre o seu direito a decidir sobre o seu corpo, mentres que a pseudo-esquerda espanhola demonstrou, mais umha vez, nom estar disposta a arriscar nem um só voto polos nossos direitos.
A insuficiência da despenalizaçom do delito nos três casos em q a legislaçom espanhola permite abortar, tem demostrado ser mais que insuficiente, ao nom garantir a possibilidade de faze-lo, nem sequer, quando se cumplem estes supostos, empurrando às mulheres à clínicas privadas. Trata-nos como pessoas sem capacidade para decidir sobre os nossos corpos, sempre baixo a tutela de alguem, já seja o estado, o marido ou o médico.
Somamo-nos ao resto do movimento feminista para exigir o aborto livre, se bem com ironia no 8 de Março com o "Vota-Machos", no 9 de Março, dia das eleições, quigemos combinar esta luita com a recuperaçom da nossa memória colectiva, fazendo finca-pé na necessidade de nom consentir que nos empurrem nem um passo atrás.
E para nom ir um passo atrás é necessário conhecer e reconhecer as experiências de auto-organizaçom que nos precederom. Som as sufragistas um capítulo fulcral na nossa história colectiva, polo elevado nível de consciência e pola sua combatividade numha sociedade cumha ordem patriarcal muito mais récia que na actualidade. Recolhemos o seu exemplo de valentia para dizer-lhe ao sistema que nom nós vai calar, e que nom imos consentir que se recurtem, ainda mais, os nossos direito. E assim, como as sufragistas, desfilamos polas ruas de Ourense.



segunda-feira, 10 de março de 2008
VOTA MACHOS. Acto eleitoral.
Depois de que as feministas se visem obrigadas a ficar na casa por ordem da delegaçom do governo espanhol, já estavam todas as cartas boca arriba: os machos mandam e as nenas calam.
Assim, tranquilamente e depois de tanto tempo, pudemos disfrutar dumha jornada de reflexom autenticamente democrática, sem manifestaçons nem tonterias, onde cada quem estivo no seu lugar: os homes a mandar, as mulheres a calar!
Ai vai o vídeo!
sexta-feira, 7 de março de 2008
NÓS DECIDIMOS… TODO
Comunicado da candidatura eleitoral "Vota-Machos" ante a proibiçom das manifestações do 8-M pola delegaçom do governo espanhol na Galiza.A Delegaçom do governo español na Galiza vem de decidir a proibiçom das mobilizações do 8 de Março, que desde os anos 70 ininterrumpidamente recordavam-nos que as mulheres tem acadado direitos que subvertem a natural orden das cousas: os machos a mandar, as mulheres a fregar.
A candidatura eleitoral “Vota Machos”, que além de defender o direito dos homens a decidir sobre a maternidade e sexualidade femininas, defende a vontade masculina por riba de todas as questons que atingem às mulheres, como seres inferiores e incapaces que som, emitimos este comunicado para parabenizar:
-A Delegaçom do governo na Galiza por impedir que o 8-M as mulheres saiam à rua., deixando-lhes bem claro que a sua liberdade de expressom remata onde a nós nos dea a gana. Aguardamos que nom se escatime em forças da orden para que a nossa lei seja cumprida.
-Ao governo de espanha, por calcular umha jogada tam boa contra as mulheres, obrigando-as a ficar na casa um dia de tanta importancia e simbolismo como é o 8-M.
Pola nossa banda, nós continuaremos da mao dos poderes públicos e mediáticos do reino español, a trabalhar por impedir a livre decissom das mulheres sobre o seu corpo e agora, também, sobre o seu direito a manifestaçom.
Mesa informativa “Vota-machos”. Sábado 8-M às 11 h diante do Obispado de Ourense e as 13 h diante do julgado.
Nós NOM parimos
Nós DECIDIMOS